Ainda faltavam 5km da Rua Tamandaré para serem limpos como a prefeita gosta. Cansado, trabalhando desde as duas da tarde, deixa a vassoura de lado, olha o céu estrelado, esfrega as mãos e enverga o corpo apoiando-se nos joelhos. Suspira. Ve o bar aberto chega de mansinho com seu uniforme laranja, cochicha ao balconista e pede a última, fria e esquecida no canto da estufa, a linguiça.
Não é cobrado. Hoje era realmente um dia de sorte pois nem sempre recebe em dia.